Geral
Vinhos de Portugal 2008
Este novo produtor do norte ribatejano tem as suas vinhas no concelho de Tomar, implantadas em solos xistosos que lembram o Douro, e utiliza algumas castas tradicionais assim como castas tradicionais.
Encosta do Sobral
2006 - Branco - 15,5
Fruta citrina e ligeira percepção a madeira fazem com que o estilo das colheitas anteriores se mantenha. Há também uma percepção de vegetal seco, uma nota de fruta branca e algum mineral bem curioso. Médio porte na boca, acidez em bom equilíbrio. Tem um evidente sentido gastronómico.
2005 - Tinto - 15,5
Prova de 2007. Feito de Castelão, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional (agora em maior percentagem). Boa cor, ainda fechado de aromas mas já se notando o Cabernet e algumas notas mentoladas. Há uma nota quente que percorre a prova e lhe confere alguma complexidade. Bom volume, taninos macios, é um tinto arredondado, a melhorar de ano para ano.
2004 - Tinto - Cabernet Sauvignon Reserva - 17
Provado de novo em 2007. Está um tinto de Cabernet mais maduro, que evidencia nos aromas as notas quentes da fruta madura, dos frutos vermelhos e da madeira de boa qualidade. Tudo está um pouco escuro, a dizer-nos que precisa de tempo. Grande prova de boca, concentrado, taninos muito bem cobertos, perfil de grande porte, mostrando um estilo mais californiano que bordalês. Continua de boa saúde.
2005 - Tinto - Cabernet Sauvignon - 16
Prova de 2007. Sente-se o Cabernet, mas numa versão madura e sem excessos de verde: aqui surge-nos mais a grafite e o aroma a apara-lápis. O equilíbrio aromático é evidente. Bem na prova de boca, temos aqui um tinto cheio que se mastiga, de taninos finos mas bem presentes. Irá amaciar com o tempo. A ser bebido agora, terá de pensar num prato de bom tempero.
2005 - Tinto - Reserva - 16,5
Prova de 2007. Estará no mercado em Outubro. A Touriga Franca e Trincadeira da quinta apenas são usadas neste tinto, aqui se juntando à Touriga Nacional. Fechado e denso de aromas, com uma fruta madura em evidência, aqui bem acompanhado pela barrica de boa qualidade. Há, mais ao longe, um toque de eucalipto que não fica mal no conjunto. Boa arquitectura de boca, taninos finos mas presentes, a pedirem pratos de carne mal passada; bom equilíbrio ácido dá-nos boas perspectivas de futuro.
Outras boas colheitas anteriores: 2004, 2003.
2005 - Tinto - Cabeço da Pedra - 14,5
Prova de 2007. Ligeiro na cor, aroma simples de fruta com um traço vegetal. Directo e sem pontos fracos. Muito atractivo na boca, com um ligeiro toque mentolado que lhe dá alguma graça, macio, taninos ligeiros. Para beber já.
Vinhos de Portugal, Janeiro de 2008 - Anual, páginas 288 e 289