Eventos
Encosta do Sobral: Novos Vinhos de Qualidade
Nasceu na Encosta do Sobral, a oito quilómetros de Tomar, na sequência de um notável emparcelamento a que o eng.º Carlos Marques Sereno se abalançou, um projecto vitivinícola ambicioso, feito por quem sabe, que acabou por transformar numa empresa com "pés e cabeça" a anterior exploração de cariz familiar.
«Aos aumentos graduais de plantação de vinha em terrenos xistosos, sucedeu em fins da década de 90 a reestruturação de vinhedos, acompanhada de novo encepamento e emparcelamento, que atingiu o total de 70 hectares, culminando o projecto com a construção, no povoado do Outeiro, de nova adega dotada dos mais modernos equipamentos.
O protocolo entretanto estabelecido com o Instituto Superior de Agronomia, permitiu à Encosta do Sobral - Sociedade Agrícola Lda., uma ligação privilegiada para definir a tecnologia vinícola a aplicar aos seus vinhedos, constituídos pelas castas brancas Arinto, Chardonnay, Fernão Pires e MAlvasia Fina e pelas tintas Aragonês, Camarate, Castelão, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira e pelas castas internacionais Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah.
Formada uma excelente equipa, da qual fazem parte, como principais elementos, o Prof. Carlos Lopes do sector de viticultura e o Eng.º João Melícias, consagrado enólogo, estes dois abalizados técnicos estiveram presentes, na tarde de 6 de Maio, nas instalações da ViniPortugal, na Praça do Comércio, para falarem de matérias da sua especialidade, a propósito do lançamento dos três primeiros vnhos("rosé", branco e tinto) "Encosta do Sobral", sub-região de Tomar, da colheita de 2002.
Fizeram-no ambos de forma brilhante, dirigindo-se a numeroso auditório, depois de a Dra. Ana Sereno, que faz parte da equipa como responsável do departamento de marketing, ter definido o projecto e anunciado os que nele participam, seguindo-se, por último, a prova e degustação de vinhos, cada qual com as suas particularidades.
Apreciámos a notável postura do branco, na plenitude das virtualidades aromáticas e sápidas, muito satisfatórias, que o caracterizam, ao passo que o tinto, igualmente bem conseguido, carece - em nosso entender - de mais algum tempo de estágio em garrafa para que os apreciadores possam regalar-se com um vinho de inegável categoria. Entretanto o "rosé", com o tempo de calor que se avizinha, está disponível para, com agrado, acompanhar peixes e petiscos leves ou apenas para servir como aperitivo.»
SM, Revista Escanção, Número 78, Publicação Bimestral, Maio/Junho de 2004, Páginas 36 e 37
Na imagem encontramos, da esquerda para a direita: Engs Carlos Sereno e João Melícias, Prof. Carlos Lopes, Dra. Ana Sereno e Engº Pedro Sereno