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Encosta do Sobral apresenta novidades na Quinta da Urca
«A Quinta da Urca, situada no Parque Natural da Serra de Sintra, foi palco de um pequeno-almoço, no mínimo diferente. Numa manhã do mês de Maio, diversos jornalistas tiveram a oportunidade de participar na degustação dos novos vinhos da Encosta do Sobral.
(...)Os Novos Néctares
Há várias gerações que a família Sereno, proprietária da Sociedade Agrícola Encosta do Sobral e da Quinta da Urca, se dedica à cultura da vinha e do vinho. Estando vocacionada para baixas produções de elevada qualidade, a Encosta do Sobral beneficia da sua localização com características particulares, que proporcionam vinhos muito especiais. Foram esses os protagonistas do evento de lançamento de novos néctares. "Estes vinhos representam um ano difícil em que tivemos uma grande felicidade", confidenciou-nos o jovem enólogo e viticultor Pedro Sereno, filho do proprietário. Na Encosta do Sobral as vinhas não são regadas pelo que dependem da precipitação. No ano de 2005, a precipitação média anual foi muito baixa, o que dificultou em larga escala, a produção dos vinhos de sequeiro. Isto teve consequências na descida das produções, não na fertilidade, mas sim no tamanho dos cachos. No entanto, "as plantas tiveram uma capacidade de se adaptar e conseguimos fazer um vinho de excelente qualidade", tanto nas vinhas velhas como nas vinhas que começaram a produzir nesse ano e que são a base da produção de vinho de Reserva.
No pequeno-almoço organizado os jornalistas tiveram à prova 5 novidades: Encosta do Sobral Tinto Cabernet Sauvignon, Encosta do Sobral Branco, Encosta do Sobral Tinto, Encosta do Sobral Reserva e Cabeço da Pedra.
A Encosta do Sobral está em constante crescimento e mudança. Tendo em conta o seu terroir muito particular, os proprietários tem vindo a investir na diversificação das vinhas e do vinho. "O mercado está a pedir mais brancos e nós temos de responder", explicou Pedro Sereno. Assim, este ano plantaram mais dois hectares de castas brancas que tem mostrado um grande potencial naquele tipo de terreno nomeadamente: Côdega de Larinho, Viosinho, Gouveio e Viognier».
Revista Néctar, BVL, Julho de 2007, páginas 92 e 93