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Destaques « Os Originais - Cinco Produtores fora do "mainstream" da Região Natal


Os Originais - Cinco Produtores fora do "mainstream" da Região Natal

Tudo começou quando a família decidiu

arrancar a vinha velha e decrépita, vinha com um pouco mais de 50 anos, uma vinha de 25 hectares plantada com as castas erradas, destinada para o vinho a granel que então produziam e comercializavam. Reconverteram os 25 hectares com vinhas novas para, numa segunda fase, avançar para a plantação de mais 45 hectares.

Encosta do Sobral

{como um Douro no Zêzere}

Pensamos no Ribatejo e consideramos de imediato uma enorme planície com lezíria a perder de vista, terras férteis como poucas em Portugal, gado bravo, campinos e o rio Tejo omnipresente e influente em todos os recantos. Imaginamos o Ribatejo como uma terra alagadiça, de inundações recorrentes, produtiva como nenhuma outra em Portugal, uma das poucas capazes de oferecer uma agricultura verdadeiramente racional e financeiramente rentável.

Falamos do Ribatejo como região produtora de vinhos e, no nosso imaginário, dificilmente ultrapassamos o estigma das grandes produções, das adegas gigantescas, dos milhares de litros produzidos, das produtividades exageradas, dos rendimentos absurdos. O sentimento é injusto, irracional, pouco ou nada consentâneo com a realidade...mas, infelizmente, continua a perdurar na cabeça de cada português! Pensamos no Ribatejo e, ainda que inconscientemente, centramos sempre a atenção em Santarém, no Cartaxo ou em Almeirim, nos grandes centros urbanos próximos de Lisboa e ao rio Tejo. Até o nome institucional da região, agora administrativamente cambiou para Tejo, nos remete para esta percepção enviesada, para centrar nas terras em redor do rio Tejo.

Avançamos para a vinha e descobrimos solos

Incrivelmente pedregosos, xistosos e paupérrimos, de terra quente, com inclinações que chegam a atingir os 27 por cento de pendente, debruados com vinha ao alto, sem rega nem mimos de qualquer espécie.Aqui gostam de ver a vinha a sofrer! Por mais de um momento é fácil sentir uma afinidade directa com a paisagem e a lógica duriense...

E, no entanto, apesar de nos encontrarmos no Ribatejo, bem dentro da denominação de origem, a paisagem não poderia ser mais distinta dos chavões adiantados.

O Tejo, esse já ficou para trás há muito, e foi o Zêzere, emparedado na gigantesca barragem de Castelo de Bode, que se transformou na nossa referência mais próxima. O relevo é importante e acidentado e Tomar transformou-se na cidade de referência, aqui no extremo norte da denominação de origem. Estamos na Encosta do Sobral, um dos produtores mais originais do Ribatejo, aquele que apresenta os vinhos mais exóticos e desconformes ao pardrão da região. Apesar de os vinhos serem adminstrativamente certificados como Tejo, a paisagem e a lógica pouco ou nada têm em comum com a lezíria ribatejana.

Avançamos para a vinha e descobrimos solos incrivelmente pedregosos, xistosos e paupérrimos, de terra quente, com inclinações que chegam a atingir os 27 por cento de pendente, debruados com vinha ao alto, sem rega nem mimos de qualquer espécie.Aqui gostam de ver a vinha a sofrer! Por mais de um momento é fácil sentir uma afinidade directa com a paisagem e a lógica duriense, com a filosofia das terras situadas muito mais a norte. Até nas castas se sente essa influência nortenha, visível na presença das variedades Viosinho, Gouveio, Códega do Larinho e Rabigato nas brancas (para além da Malvasia, Fernão Pires, Viognier e Chardonnay) e Touriga Nacional e Touriga Franca (para além de Castelão, Tincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon, Syrah e Merlot) por entre as castas tintas. O paralelismo duriense é também visível no minifúndio absoluto, na necessidade de proceder a centenas de escrituras para comprar um pedaço de terra, por mais pequeno que seja. Só para 45 hectares que plantaram na segunda fase de expansão tiveram de celebrar centenas de escrituras correspondentes a 250 pequenas parcelas individuais! Sim, decididamente é muito mais fácil situar a Encosta do Sobral no Douro que no Ribatejo! Tudo começou quando a família decidiu arrancar a vinha velha e decrépita, vinha com um pouco mais de 50 anos, uma vinha de 25 hectares plantada com as castas erradas, destinada para o vinho a granel que então produziam e comercializavam. Reconverteram os 25 hectares com vinhas novas para, numa segunda fase, avançar para a plantação de mais 45 hectares, perfazendo os 70 hectares actuais da vinha. Em 2001 construíram a primeira adega, aproveitando o espaço de um antigo "padock" de cavalos, uma adega generosa e funcional, já com os evidentes cuidados estéticos que se estendem aos mais pequenos e significativos detalhes. No início, foi João Melícias que assegurou a condução dos destinos enológicos da Encosta do Sobral, empreitada que cumpriu até 2005. Entretanto, Pedro Sereno tendo terminado o curso no Instituto Superior de Agronomia (ISA), assumiu, de forma natural, a responsabilidade profissional e familiar pelas vinhas e pela enologia.

Fresco ainda na sua formação, mas entusiasmado e entusiasta da vinha, com o vigor da juventude, decidiu estabelecer um protocolo de cooperação com o ISA para a investigação na vinha, trabalhando e testando diferentes podas, diferentes conduções, densidades de plantação, trabalhando com 12 micro cubas na adega, onde procede a inúmeros testes e ensaios de microvinificação. Um trabalho mais que meritório de cooperação entre uma entidade privada e uma universidade, que merece reconhecimento e louvor público! Assim houvesse mais exemplos!

Cubas que repousam já na nova adega, iniciada em 2007, e agora em fase final de acabamento, uma adega modelar e de visita obrigatória. Impressionante na dimensão, no aprumo, na liberdade de espaço, na racionalidade, na filosofia modelar de crescimento sustentando, na clareza de objectivos. Uma adega de primeira linha que deveria constar nos roteiros obrigatórios de candidatos a futuros enólogos.

Por ora, aprisionam pouco mais de 350.000 garrfas, dois terços das quais têm como destino a exportação. E não se pense que a Encosta do Sobral está necessariamente virada para os vinhos baratos, para o grande volume. Este ano até contam editar os dois primeiros vinhos de edição limitada, vinhos de uma vinha velha, os Diferente (provavelmente com a grafia inglesa da palavra) branco e tinto, edições de pouco mais de mil garrafas de vinhas velhas com mais de 60 anos...

in Revista Wine -  A Essência do Vinho | n.º 38 | Agosto 2009

Páginas n.º 50;58 a 61

Texto: Rui Falcão | Fotos: Nuno Correia e Fabrice Demoulin

Os Originais - Cinco Produtores fora do



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